O CEAGESP e o peixe que chega à mesa do paulista
Entre o produtor e o prato existe uma cadeia inteira que quase nunca aparece no debate público. Em São Paulo, boa parte dela passa por um endereço só.
O Entreposto de Pescados de São Paulo, dentro do CEAGESP, é o maior mercado atacadista de pescado da América do Sul. Por ali passam mais de 40 mil toneladas por ano, de cerca de 100 espécies diferentes, entre água salgada e água doce.
Como funciona
A operação acontece em dias específicos da semana e movimenta uma média de centenas de toneladas por dia de funcionamento. São dezenas de comerciantes, atacadistas e distribuidores trabalhando de madrugada para que a peixaria, a feira e o restaurante tenham produto pela manhã.
Quem trabalha ali
É onde está boa parte dos empregos formais do setor: entreposto, frigorífico, câmara fria, transporte, box de mercado. Gente que começa a trabalhar quando a cidade ainda dorme.
É a parte da cadeia que gera mais emprego e que menos aparece em qualquer discussão sobre pescado.
Por que isso importa para a política
Decisões sobre sanidade, transporte, tributação e licenciamento afetam diretamente quem opera nesse elo. Mas o setor raramente é ouvido antes de a regra ser escrita — e quando é ouvido, já é para reclamar do que não dá para cumprir.
Fontes
- CEAGESP — informações institucionais sobre o Entreposto de Pescados de São Paulo (EPSP).
- Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA) — estudos sobre o comércio de pescado na CEAGESP.
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